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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Portugal em seca. Poupe água!

Mäyjo, 04.03.18

pdsiset2017.jpgÍndice de seca PDSI. Fonte: IPMA, 8/10/2017

Portugal está em seca severa e extrema, e, apesar de se prever uns dias de chuva na próxima semana,  tudo indica que vá continuar.

«O mês de setembro de 2017 em Portugal Continental foi o mais seco dos últimos 87 anos, classificando-se como extremamente seco. Consequentemente verificou-se um aumento da área em situação de seca severa e extrema.

De acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, a 30 de setembro cerca de 81.0 % do território estava em seca severa e 7.4 % em seca extrema.»
Fonte: IPMA, 8/10/2017
 
Poupe água, mesmo que ainda não lhe falte na torneira. Cada vez mais a água potável será um bem escasso. E todavia, essencial!

Não lave passeios, nem terraços, nem calçadas; evite lavar o carro; tome banhos curtos; feche a torneira ao fazer a barba e ao lavar os dentes. Estes cuidados deviam ser já hábitos normais, mas cada vez são mais prementes.


Por dia gastam-se muitos litros de água; 10 litros numa descarga de autoclismo, 80 litros num banho rápido, 100 litros numa lavagem de roupa na máquina e 50 litros numa lavagem de louça na máquina. O esforço para poupar água é uma obrigação.
 
Fonte: Sustentabilidade é Ação

Pestanas congeladas devido ao frio extremo

Mäyjo, 01.03.18

 

Pestanas congeladas e termómetros partidos devido aos - 62 graus celsius na localidade mais fria do mundo.Imagem1 (1).png

Anastasia Gruzdeva mostra as pestanas congeladas pelo frio na região de Yakutia, na Rússia Instagram/AnastasiaGruzdeva

 

Fotos de cílios congelados, ruas com vários metros de neve e termómetros partidos estão a inundar as redes sociais devido a uma frente fria que está a atingir Yakutia, na Sibéria, uma região russa onde os estudantes estão habituados a ir à escola mesmo quando faz - 40º Celsius. Em janeiro o frio já fez duas vítimas mortais.

Anastasia Gruzdeva mostra as pestanas congeladas pelo frio na região de Yakutia, na Rússia Instagram/AnastasiaGruzdeva

 

O inverno no hemisfério norte, em particular na Rússia, está a ser marcado por temperaturas mais baixas do que o habitual. Em janeiro as aulas foram suspensas em Oimiakón, na Sibéria, e os termómetros partiram quando chegaram aos 62 graus negativos, escrevem agências de notícias internacionais.

 

No entanto, nas redes sociais, alguns habitantes relatam ter registado temperaturas de -67 graus Celsius.

De acordo com um porta-voz dos serviços de emergência municipais da região, o frio afeta 107 escolas de Yakutia, onde há cerca de 9.600 estudantes.

Pelo menos dois homens morreram congelados quando uma avaria no carro durante uma viagem numa zona remota daquela região os obrigou a procurar ajuda.Seguir

O Governo de Yakutia garantiu que todas as casas e estabelecimentos têm aquecimento central e que, em caso de emergência, seria assegurado o acesso a geradores de energia aos habitantes locais.

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Apesar das temperaturas reduzidas, a vida em Oimiakón continuou animada, como demonstram as imagens que chegaram às redes sociais.

Em 2012 as temperaturas chegaram aos - 71º Celsius nesta localidade, conhecida por ser a mais fria do mundo, escreveram vários órgãos de comunicação social.

Esta região da Rússia possui regras próprias de funcionamento durante o inverno rigosos, onde geralmente as escolas são encerradas durante as vagas de frio.

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Instagram

 

 

Fonte: Sapo Lifestyle 

 

O Ártico a "torrar" e a Europa a "tremer" de frio

Mäyjo, 28.02.18

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Enquanto a Europa treme de frio, o Polo Norte conhece um pico de calor com temperaturas 30 graus centígrados (ºC) acima da normal para a época, um fenómeno excecional que ocorre em contexto de aquecimento do Ártico.

O termómetro atingiu os 35ºC negativos em algumas regiões do centro da Federação Russa no domingo, 12ºC negativos na Polónia ou ainda 10ºC negativos no leste da França.

Nos últimos quatro dias, pelo menos 20 pessoas morreram na sequência da vaga de frio siberiano que se abateu sobre a Europa.

Durante este tempo, o Polo Norte, mergulhado na escuridão permanente da noite polar, registava temperaturas positivas graças a vagas de ar ameno.

Existe "uma situação de bloqueio anticiclónico no norte da Escandinávia (...) com uma subida de ar ameno da Islândia para o Polo Norte de um lado e o anticiclone do outro, descida de ar frio do Ural e da Rússia ocidental para a Europa ocidental", disse à agência AFP um meteorologista da Meteo-France, Etienne Kapikian.

Em resultado, "estima-se que ao nível do Polo Norte estão zero graus", indicou Kapikian, segundo estimativas feitas com modelização, porque não há estação meteorológica instalada no local.

Mais quente na Gronelândia do que em Bragança

Para ter uma medida mais precisa, é preciso ir ao extremo norte da Gronelândia, "onde se registaram 6,2ºC no domingo", acrescentou Kapikian. "É um valor excecional, cerca de 30ºC acima do que é normal para a época, mesmo 35ºC dada esta medida tão precisa", acentuou. É este um episódio excecional? Sim, mas nem tanto, respondem os cientistas.

"Temperaturas positivas no Polo Norte no inverno foram registadas quatro vezes entre 1980 e 2010 (...). Mas agora ocorreram em quatro dos últimos cinco invernos", disse à AFP o climatologista Robert Graham, do Instituto Polar Norueguês.

"Tivemos um inverno excecional no Ártico, o precedente também já tinha sido e não arriscamos muito se dissermos que o próximo também vai ser (...). É o aquecimento do Ártico", reforçou Etienne Kapikian.

 

Fonte: Sapo Lifestyle

 

 

Tempestade poderá afetar 37 milhões de pessoas

Mäyjo, 08.09.17

Irma

O Irma tornou-se um dos furacões mais fortes do Atlântico já registados. Os ventos monstruosos da tempestade da categoria 5 atingem velocidades na ordem dos 295 km / h (185 mph).

 

De acordo com Phil Klotzbach, especialista em furacões da Colorado State University, citado pelo site Live Science, só quatro outras tempestades do Atlântico foram conhecidas por alcançar tal força: a “Labor Day Storm”, em 1935; Allen, em 1980; Gilbert, em 1988; e Wilma em 2005. A lista é pequena porque, para atingir essa intensidade, “tudo tem que ser perfeito”, disse Brian McNoldy, investigador da Universidade de Miami.

Entretanto, perante a força do Irma, e a trajetória esperada, as Nações Unidas estimam que cerca de 37 milhões de pessoas sejam afectadas por este furacão de categoria máxima.

Uma equipa humanitária já foi enviada para a ilha de Barbados para trabalhar com a Agência Caribenha de Gestão de Desastres e Emergências (CDEMA), anunciou o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric. Outras equipas estão de prevenção para serem enviadas para o terreno.

No Haiti, equipas humanitárias também já estão na região norte da ilha, que, calcula-se, será atingida mais severamente. Além disso, vários membros dos “capacetes azuis” da missão de paz no país, conhecida como MINUSTAH, estão a postos para ajudar a Polícia Nacional do Haiti.

“Embora ainda seja cedo para conhecer o impacto total que a Irma terá na região, as principais preocupações do centro da UNICEF dizem respeito ao fornecimento de água potável e alimentos e a saúde e protecção de crianças e adolescentes”, disse a agência da ONU em comunicado. O escritório da UNICEF na região activou seus protocolos de emergência e está a trabalhar com funcionários do governo em Antígua e Barbuda, Dominica, St. Maarten, São Cristóvão e Nevis, as Ilhas Virgens, bem como a República Dominicana, Haiti e Cuba.
 
Foto: Creative Commons

167, 5 MIL MILHÕES DE EUROS. É ESTE O IMPACTO FINANCEIRO DOS DESASTRES NATURAIS EM 2016

Mäyjo, 07.01.17

furacao-matthew

Em 2016 os desastres naturais, incluindo terramotos e tempestades, provocaram cerca de 167,5 mil milhões de euros em prejuízos. Desde 2012 que este valor não era tão elevado, mas em compensação o número de vítimas diminuiu para 8700.

 

Os dados agora divulgados pela seguradora alemã Munich Re mostram que ao longo de 2016 houve um aumento de quase 70% no impacto financeiro das catástrofes a nível mundial. Por outro lado, esta nova informação mostra também que houve um acentuado decréscimo no número de vítimas mortais, passando-se de 25.400 vítimas em 2015 para 8700 no ano de 2016.

Fazendo a retrospectiva do ano, podemos ver que o terramoto na ilha japonesa de Kyushu, em Abril, teve um impacto financeiro de 29,6 mil milhões de euros, enquanto as inundações na China em Junho e Julho provocaram 19,1 mil milhões de euros em prejuízos.

Também os EUA sofreram bastante com os efeitos dos desastres naturais, com o furacão Matthew a ser especialmente prejudicial, causando a morte a 550 pessoas e deixando um rasto de 9,5 mil milhões de euros em danos.

Foto: via Creative Commons